Igreja Cristã Pentecostal

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O medo move o caminhante

O medo move o caminhante

O medo move o caminhante, que solitário em sua jornada, olha as estrelas e pergunta se há alguém lá em cima e, se sim, como contatá-lo? Procura nas estrelas o que nunca perdeu. Despreza o que já tem, que sem esforço veio a ser seu. Mas, quem se importa, pois é assim que cada geração passa e outra vem com cobiça ainda maior.

Como bem diz o livro de Provérbios: “A sanguessuga tem duas filhas: Dá e Dá” (Provérbios 30.15a). Semelhantemente é a concupiscência do homem sem Deus que, como o mercador ganancioso, é instigado a buscar outros entes, uma caminhada incansável com medo de perder potenciais lucros e clientes.

O medo move o caminhante, que insatisfeito com o que tem, contra o outro, marcha imponente a fim de abatê-lo e possuí seus pertences. Como lembra o salmista: “DISSE o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem (Salmos 14.1).

Como poderia ser diferente? Pois, toda a natureza geme debaixo do pecado.  Quando o homem se desconecta do Seu Criador, logo quer também apagá-Lo de sua memória. Não tendo, pois, lembrança da Deidade, também não a reconhece em seu semelhante, sentindo-se livre para destruí-lo, sem medo de represália.

O medo move o caminhante, que despoja o mais fraco, como um fogo insolente consome, ameaçando os indefesos. O medo move o caminhante, que em sua insegurança, faz planos e manipula artefatos para autodefesa em um possível ataque. Mas, como pode estar seguro se a ameaça se concretizar?

No entanto, tudo isso é temporal. “Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos” (Salmos 1.5). É por isso, que teme o caminhante. Pois, sabe que não durará para sempre. E tudo que fez e conquistou, quem herdará? O medo move o caminhante em busca de respostas, de verdades, de um refúgio…

O medo move o caminhante e só há um Caminho verdadeiro que vence o medo – Jesus, o Filho de Deus. João 14.6 – Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. Os demais são perdição para o caminhante que os trilhar.

Vozes Peregrinas

Vozes Peregrinas

Ter uma boa perspectiva está cada vez mais difícil. Viver em um mundo alienado pelo deus deste século dá uma sensação de que todo mundo quer puxar o seu tapete. É assim que me sinto muitas vezes quando tento compreender o atual contexto brasileiro.

Quem ler este texto no site de uma igreja evangélica pode se perguntar: “qual a relevância disso?” Eu digo que é enorme. Ministrar a Palavra de Deus e, sobretudo viver conforme esta Palavra, requer muita perseverança, acompanhada de discernimento para que se possa entender o sentido de estarmos aqui.

Dentre os livros que já li, “O Peregrino”, de João Bunyan, é um dos que mais me impressionam. Nele, o autor narra ‘a história da viagem de um Cristão à cidade celestial’. Escrito no Século XVII, tornou-se um clássico. O escrito de maior circulação, depois da Bíblia, nos séculos seguintes.

A habilidade do escritor com as palavras para ilustrar a jornada de Cristão é fascinante. A personificação dos sentimentos humanos e a forma como o viajante lida com eles atrai o leitor para dentro da história levando-o a identificar-se fortemente com Cristão em seu desejo de alcançar a bem-aventurança eterna.

Arrebatado pelo texto, eu quis saber mais sobre o autor e, confesso que não imaginava o impacto que isso me causaria. Seu testemunho é inspirador. O próprio livro “O Peregrino” foi escrito enquanto Bunyan estava preso. Foram muitos julgamentos e ameaças porque ele pregava o evangelho de Cristo, o que lhe custou doze anos de prisão.

A época em que João Bunyan viveu também era completamente alienada pelo estado que instrumentalizou a religião a fim de concentrar o poder e moldar a sociedade conforme a vontade de seus líderes. Mesmo assim, ele não se rendeu ao sistema e perseverou em sua missão: pregar o evangelho em qualquer oportunidade que tivesse.

A maioria dos cristãos em nosso tempo não estão prontos para isso. Não suportam nem ler um comentário na internet e já estão prontos para um acalorado e insensato debate, sempre com o argumento ímpio de que não leva desaforo para casa. Neste caso, também não leva unção ou bênção alguma.

Precisamos olhar para o testemunho dos homens e mulheres de Deus que transcendem a história. João Bunyan é um Abel de sua época em mansidão e fé:

Hebreus 11.4 – Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.

Assim como o testemunho de Abel, a vida de João Bunyan continua falando através de seus escritos. Depois de morto, ainda fala. Isso só é possível porque ele tinha plena confiança em Deus e se entregou sem reservas. Nós devemos aprender com ele para que, passada nossa geração como peregrinos que somos, nosso testemunho continue a falar do Mestre Jesus.

Novo templo sede do MPFA

Novo templo sede do MPFA

Lançamento do projeto arquitetônico para a nova sede do MPFA. Uma obra grandiosa para louvor e exaltação ao nosso Senhor Jesus Cristo. O novo templo será um espaço totalmente climatizado e bastante confortável, localizado onde atualmente hoje é a Praça de Eventos do MPFA.

Para fazer sua doação, deposite qualquer valor nas seguintes contas:

Banco do Brasil:  Ag: 0252-6   CC: 1.134-7

Caixa Econômica Federal:  Ag: 4622   CC: 201-9   Operação: 003

ou se preferir, faça uma doação online utilizando cartão de crédito, débito ou boleto bancário clicando aqui.

Ano novo, vida nova?

Ano novo, vida nova?

Este é mais um clichê que a maioria das pessoas repetem ano após ano sem, porém, experimentarem as mudanças que sonham ou necessitam. É possível que este ano seja diferente? Não sabemos. Mas, uma coisa é certa: as mudanças acontecerão, independente de nós tentarmos ou não. E pior, nem sempre são para melhor.

O ano que passou provou, como nunca, que “Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor a resposta da língua” (Provérbios 16.1). Nenhum planejador estratégico do mundo empresarial conseguiu prever o cenário que enfrentamos, nem mesmo depois de declarada a pandemia do coronavírus, arriscavam-se no mercado.

Os videntes de fim de ano acertaram que alguns artistas morreriam, mas não foram capazes de dizer como. Poderia ter sido um ano promissor para eles se tivessem revelado o que estava por vir como assolação do mundo, mas seus guias não foram capazes de tal proeza. Restou a frustração.

Não tenho a intenção de afrontar ninguém com estas palavras. São apenas constatações de que não podemos subestimar a natureza, tão pouco sermos arrogantes com uma visão antropocêntrica inabalável. A palavra de Deus nos adverte: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3.5).

O ser humano é apenas um pequeno item da criação. Embora tenha sido feito à imagem e semelhança do Seu Criador (Gn 1.26,27), o homem pecou e foi destituído da glória de Deus (Rm 3.23), tornando-se um ser caído e sujeito ao caos resultante do pecado (Rm 8.19-22). Portanto, necessita de redenção, visto que não é autossuficiente.

Disto isto, é possível afirmar que não adianta virar a folha do calendário sem virar a página da nossa vida. As cores, as moedas, as festas ou simpatias são inúteis diante da impotência humana para redimir-se a si mesmo. É tempo de reconhecer nossas limitações e necessidades e buscar, sinceramente, Àquele que pode nos socorrer.

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar (Isaías 55.6,7). Eis aí a oportunidade de uma nova vida em um novo ano.