Igreja Cristã Pentecostal

Category: Missões

O desafio da Igreja diante da incredulidade

O desafio da Igreja diante da incredulidade

Há uma incredulidade velada em nossos dias. Se antigamente as pessoas pecavam por acreditar cegamente em líderes religiosos – independente da religião –, agora, pecam por incredulidade generalizada. E eu vejo que a igreja tem subestimado essa questão. Uma multidão de pessoas já não tem vínculo religioso e vivem sem responsabilidade alguma para com o sagrado. E entendo, em minha modesta opinião, que não é culpa do ateísmo.

Podemos dizer, de forma simples, que o ateísmo é a ausência de crenças na existência de divindades, enquanto o teísmo é entendido como a crença na existência de Deus ou deuses. Essas duas correntes se opõem há séculos, cada uma à sua maneira, tentando converter simpatizantes e opositores das suas ideias. Muitas vezes, esse embate é teórico e elaborado, no entanto, há aqueles que preferem não esquentar a cabeça com isso.

Em uma sociedade cada vez mais plural como a ocidental – embora o mundo globalizado já tenha impacto também em países mais conservadores – as pessoas seguem o fluxo da correria do trabalho e do convívio social, quase sempre alheios aos assuntos relacionados à espiritualidade. Em meio a esta massa, vai se cristalizando um grupo crescente de pessoas sem religião, que chamo aqui de ‘ateísmo leigo’, por falta de um termo melhor.

Eles não militam pela causa dos ateus teóricos, mas também não creem. Suas conversas, muitas vezes, revelam traumas com instituições religiosos, ressentimentos com os líderes – que às vezes nem ficam sabendo o que aconteceu – e uma descrença generalizada em qualquer sistema de fé, ou, quando creem, baseiam-se em seus próprios pressupostos.

Então, qual o desafio da igreja diante dessa incredulidade leiga?

A nossa missão, enquanto igreja, é produzir sentido na sociedade em que vivemos a partir dos textos das Escrituras Sagradas para que as pessoas entendam e creiam no evangelho. Se a maneira como vivemos ou pregamos não está produzindo resultados convincentes, então está faltando algo e não podemos subestimar a relevância desta questão.

Quero apontar aqui, em minha pouca experiência pastoral, três atitudes que podem ajudar a igreja superar esse desafio e retomar sua missão de modo mais eficiente:

  1. Um evangelho íntegro:

O apóstolo Paulo pregou aos gálatas e consolidou uma igreja firmada no evangelho, mas logo que ele se ausentou a igreja teve que lidar com falsos mestres que tentavam desvirtuar a mensagem de Cristo. Mas, leia a resposta de Paulo a essa questão:

Gálatas 1.6 – Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; 7 – O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. 8 – Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. 9 – Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.

  1. Uma cultura de idoneidade:

A palavra cultura está diretamente relacionada ao cultivo. Muitas pessoas crescem na Igreja ouvindo o evangelho, mas logo que tem contato com o mundo sucumbem às tentações e ignoram o ensino que receberam. Há também aqueles que vieram com suas experiências pecaminosas do mundo e querem continuar com elas na Igreja. Estas pessoas não cultivaram o hábito de glorificar a Deus. A cultura delas não é idônea para uma vida com Deus. Mas, veja o que diz a Bíblia para quem quer andar com Deus:

Efésios 4.27 – Não deis lugar ao diabo. 28 – Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade. 29 – Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.

  1. Uma linguagem compreensível

Eu fico aborrecido quando ouço um pregador exortando a igreja a evangelizar e ganhar almas para Cristo, mas metade de seu discurso não pode ser compreendido, em partes porque grita demais, em outras porque usa palavras difíceis para fingir sabedoria.

Ora, se os crentes ali presentes não estão assimilando tal oratória, como poderá um ímpio compreendê-la de modo que queira receber a Cristo? Será apenas mais uma noite frustrada para o pregador que não viu a congregação reagir à sua prédica como ele esperava e um culto cansativo para os ouvintes que voltarão vazios aos seus lares.

Entendo que, dentre muitas estratégias que uma igreja pode usar – além da oração e estudo bíblico – estas três atitudes são indispensáveis para encarar o desafio de salvar pessoas leigas espiritualmente e que, em sua maioria, estão cansadas de religião e, principalmente, de denominações e líderes evangélicos.

O caos da intolerância

O caos da intolerância

O crente no Senhor Jesus Cristo sabe que não é deste mundo. Porém, muitos cristãos ainda vivem em uma bolha imaginária como se não tivessem responsabilidades com a sociedade em que vivem e isso é muito conveniente para o reino das trevas. O objetivo deste texto é provocar os leitores a uma reflexão sobre o seu papel enquanto discípulo de Cristo na atual sociedade.

Domingo, 19 de outubro, a América Latina alvoroçou-se com cenas de igrejas chilenas em chamas. As imagens que correram o mundo mostram os incendiários anticristãos comemorando, além de pichações que incentivam a violência e intolerância religiosa como: “muerte al Nazareno”. Uma realidade vivida diariamente pelos nossos irmãos orientais que surpreendeu, inexplicavelmente – pois não devia -, o Ocidente. Mas, e eu com isso?

O Brasil vive um momento ímpar, uma efervescência daquelas que levam ao menos uma década para se repetir. Chamam de conjuntura, ruptura, polarização e outros nomes difíceis de serem lembrados. No entanto, não é só aqui. Às vezes, estamos mergulhados em nós mesmos e não nos damos conta de que o mundo está vivendo grandes transformações. E o avanço da internet e o fenômeno das redes sociais tem funcionado como catalizadores dessas mudanças.

O Chile está inserido nesse contexto, mas, o processo não começou agora. Segundo o site de notícias da CNN Brasil, milhares de pessoas ficaram feridas e mais de 30 já morreram em protestos naquele país desde outubro de 2019. Neste ínterim, já ouvimos diversas tentativas de leitura do que está acontecendo por lá, inclusive, pronunciamento político-ideológico de brasileiros dizendo que deveria se fazer no Brasil o mesmo que alguns chilenos estão fazendo.

São os sacerdotes do caos. Há quem acredite que este seja a primeira entidade divina a surgir no universo, uma força antiga e obscura que manifesta a vida por meio da cisão dos elementos. Esse conceito sofreu muitas mudanças ao longo dos séculos, mas segundo R. J. Rushdoony (A política da pornografia), permanece a crença de que “o caos é sempre fértil, eternamente potente, e quando a ordem e a maturidade tornam-se muito acentuadas numa cultura, faz-se necessário um retorno ao caos revitalizante”.

Com a ascensão do iluminismo, emergiu, à sombra das ciências humanas, a subversão travestida de liberdade. Depois, o século XX testemunhou uma grande ênfase no primitivismo nas artes, bem como na cultura em geral. A busca pela satisfação dos desejos mais primitivos, o retorno ao misticismo e o sincretismo religioso imprimiu uma nova imagem em nossa sociedade. Não do seu Criador, e sim, da criatura. Mas, para isto, faz-se necessária “A morte de Deus”. Por isso, as igrejas queimadas e as palavras de ordem contra Jesus de Nazaré e seus seguidores.

Os dicionários de português definem a palavra tolerância como “o ato de tolerar, aceitar ou suportar”. Esta é uma palavra que está em alta no Brasil e é garantida pela nossa Constituição Federal nos mais diversos aspectos da vida. Porém, os mais barulhentos invocadores deste direito veem apenas uma via para usá-la: a que melhor lhes convém.

Somos um país fragmentado: diversidade religiosa, indefinição política e inumeráveis grupos sociais compõem uma nação vítima do abuso de poder político e econômico. Um povo refém de supostos defensores das minorias, mas, seus objetivos são manobrar as grandes massas a fim de levarem adiante suas pautas progressistas, corruptas e imorais. Ameaçam famílias e instituições religiosas, intimidam e assassinam a reputação de quem se opõem às suas ideias. E, a pior parte, contam com apoio de muitos parlamentares e até de alguns membros do judiciário.

Mas, e eu com isso? Esse cenário de caos ameaça as verdadeiras liberdades e tentam silenciar os embaixadores de Cristo, que já morreu, mas ressuscitou com poder e glória. É, portanto, uma guerra espiritual no mundo material, cujo objetivo é implantar ditaduras ideológicas e alargar os limites do reino das trevas. Estamos todos envolvidos nesta guerra, mas o que fazer?

Ore pela nação

Os judeus foram levados cativos para a Babilônia, o que era um motivo aparentemente justo para odiarem seus opressores, mas leia o conselho que Deus lhes deu: Jeremias 29.7 – E procurai a paz da cidade, para onde vos fiz transportar em cativeiro, e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz.

Exerça a cidadania

A começar pelo voto consciente. Amizade, popularidade ou mesmo promessa de emprego não podem ser critérios para a eleição de um candidato. Entregamos a eles o poder de decidir por nós. Novas leis, modelo de educação e demais políticas públicas impactam diretamente nossas vidas e o eleito precisa ter competência e idoneidade que garantam o mínimo de liberdade para vivermos nossas crenças.

Faça sua parte

“Mas, todo mundo faz isso”. Esta é uma afirmação que ouvimos constantemente quando se trata de pequenos delitos ou “pecadinhos”. Mas, é nosso dever como crentes ter um espírito excelente: Daniel 6.4 – Então os presidentes e os príncipes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. 5 – Então estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a acharmos contra ele na lei do seu Deus.

Os servos de Deus precisam refletir sobre a influência que exercem neste mundo, apesar de não serem daqui. O Senhor Jesus orou por seus discípulos pedindo ao Pai que os livrasse do mal, mas não que os tirasse do mundo. Caros, leitores, temos uma missão aqui e agora: representar o Reino de Deus contra este mundo que jaz no maligno. Façamos enquanto há tempo.

Dia da Missionária

Dia da Missionária

Missionária!
Um humilde e sincero coração foi deixado no altar! Ao ouvir o Chamado de Cristo, sem olhar para trás, uma jovem, senhora, mãe, esposa, abriu mão de sonhos e de joelhos, entregou-se. Pela fé decidiu viver, por amor resolveu salvar, como estrangeira caminha por ruas, praças e casas, de porta em porta oferece a cura da alma, o bálsamo da nação. São mulheres que se alistaram no exército de Deus, ousadas e abundantes na seara…Trazem o sorriso mesmo que em secreto as lágrimas molhem o travesseiro, levam o conforto e a esperança ainda que sua geladeira esteja vazia; Adotam como mães inúmeros filhos espirituais apesar de sua casa estar repleta de filhos consanguíneos! Mesmo atrás das cortinas seu toque é fundamental no espetáculo! Suas palavras são autoritárias para com os seres do mal, mas são doces como mel para com suas ovelhas; Não nasceram top models, nem almejam passarelas, mas influenciam gerações! Suas mãos saúdam com a graça do Senhor, seguram o microfone, ornamentam o altar, mas também preparam o alimento da família, limpam a casa, passam com carinho o paletó que será usado pelo esposo no culto que se aproxima. É em seus braços, cansados da labuta, que repousa o guerreiro pastor depois de mais um dia de batalha! Braços que abraçam quando se pensa em desistir do Ide! Diferentemente de muitas mulheres que subiram ao trono na história da humanidade, elas não se empenham em destruir povos, mas sim de preparar um povo que vai morar no céu. Não vivem para si mesmas, não ficam ao pé da cruz, mas a colocam em seus ombros e seguem pela via dolorosa até que um dia refuljam como as estrelas, sempre e eternamente!
Parabéns a você que decidiu ser mãe de nações.
Primeiro domingo de Setembro – Dia da Missionária (MPFA)
Texto: Danielle Alencar

Estatísticas Obra Missionária 2014

Aqui você confere um infográfico real do andamento da Obra Missionária 2014 em todo o MPFA. Os dados são coletados diariamente e fornecidos em porcentagem para facilitar a compreensão.

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Entenda o gráfico:

“Arrecadação Concluída”: representa a arrecadação que já foi feita em todas as igrejas que estão participando da Obra Missionária. Este critério varia de 0% – 100% do total de igrejas participantes.

“Igrejas Participantes”: representa a porcentagem de igrejas que estão participando da atual oferta missionária.