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Category: Mundo Cristão

Conselhos infernais

Conselhos infernais

Quero começar o texto desta semana fazendo uma pergunta: você aceita um conselho do Diabo? Ao ler a epístola de Paulo aos Efésios, encontramos no capítulo 4, versículo 27, as seguintes palavras: “Não deis lugar ao diabo”. Estas palavras foram escritas a mais de dois mil anos. Será que elas ainda têm relevância atualmente?

A época em que estamos vivendo é pautada, a maior parte do tempo, em comentários de bancadas de fofocas, travestidos de jornalismo com aparente defesa da liberdade de expressão, mas, no fundo, só querem impor suas opiniões, principalmente quando o assunto envolve o povo de Deus.

É comum personalidades da TV e/ou da internet se pronunciarem sobre assuntos religiosos e uma grande massa de pessoas reproduzirem suas falas – muitas vezes, fora de contexto – sem pensarem nas consequências. Até alguns que se dizem crentes fazem isso quando tais palavras ratificam suas opiniões em um dado momento, mesmo que não haja respaldo bíblico. Será esta uma decisão sábia?

A palavra de Deus narra acontecimentos em que espíritos malignos tiveram permissão para enganar pessoas a respeito de suas decisões. Neste artigo, vamos refletir à luz da Bíblia a fim de encontramos alguma resposta para a pergunta acima.

A morte do rei Acabe

Acabe foi um dos piores reis que governou Israel. Sua idolatria e feitiçaria eram sem precedentes. Em sua rebelião contra Deus, foi diversas vezes exortado pelos profetas para que se arrependesse de seus pecados, mas ele nunca deu ouvidos.

E aconteceu que ele resolveu começar uma guerra contra os Sírios, inimigos de longa data dos israelitas. E o Senhor usou esta guerra para destruí-lo de uma forma inusitada. Um espírito maligno se propôs a usar profetas para mentirem ao rei sobre a guerra e ele acreditou:

1 Reis 22

19 Então ele disse: Ouve, pois, a palavra do Senhor: Vi ao Senhor assentado sobre o seu trono, e todo o exército do céu estava junto a ele, à sua mão direita e à sua esquerda. 20 E disse o Senhor: Quem induzirá Acabe, para que suba, e caia em Ramote de Gileade? E um dizia desta maneira e outro de outra. 21 Então saiu um espírito, e se apresentou diante do Senhor, e disse: Eu o induzirei. E o Senhor lhe disse: Com quê? 22 E disse ele: Eu sairei, e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. E ele disse: Tu o induzirás, e ainda prevalecerás; sai e faze assim.

Ao ler essas palavras, você pode perguntar: mas porque Deus permitiu tal coisa?

Ora, caro leitor, se você ler todo o capítulo vai descobrir que Acabe não era inocente, pois já havia cometido diversas atrocidades. E o salário do pecado é a morte. Mesmo assim, ainda houve um profeta de Deus que foi lá, enfrentou a mentira dos falsos profetas e avisou o rei sobre a cilada.

Sim, eram cerca de quatrocentos falsos profetas que sempre diziam o que o rei gostava de ouvi, mas nesse dia eles não estavam apenas bajulando ao rei, eles foram usados por um espírito maligno para levar o rei e seus soldados direto para a morte.

Refletindo nestes acontecimentos, podemos perceber que o inimigo de nossas almas está constantemente tentando contra nossas vidas e a mentira é a sua principal forma de trabalho. Mesmo o Senhor revelando pelo seu profeta o que estava acontecendo, Acabe não acreditou e preferiu o conselho do inferno que o levou à morte.

O crente no Senhor Jesus Cristo também precisa estar atento às supostas revelações e conselhos que recebe diariamente; precisa orar buscando o discernimento espiritual para não cair na armadilha de crer apenas naquilo que é conveniente. Porque se ouvirmos os conselhos infernais e os levarmos adiante certamente cairemos em condenação e só nos restará o inferno.

Descanse no Senhor!

Descanse no Senhor!

As pessoas estão cansadas e oprimidas e a origem disso pode ter diversos fatores“.

Cansaço é uma das palavras do momento. Da TV ao balcão do comércio – que voltou a atender presencialmente –, de especialistas em entrevistas à população na vida real, ouvimos as pessoas falando de seus medos, perdas e cansaço, que já existiam, mas, foram agravados com a pandemia em que estamos vivendo. E a pergunta é: como lidar com isso?

A teimosia do ser humano nem sempre lhe permite enxergar a melhor opção. Há pouco tempo, a internet, a TV e as livrarias estavam cheias de conteúdo ensinando como ser mais produtivo, influenciar pessoas, promover o engajamento e outras fórmulas para o sucesso. Então, veio o coronavírus e vimos – às vezes, com surpresa – a inutilidade da maior parte dessas ideias em um tempo de crises reais.

Mas, o homem não admitindo sua finitude, faz novas proposições. Desta vez, são receitas para lidar com o caos deixado pelo vírus. Dentre muitas, estão as filosofias humanistas para vencer o cansaço e o esgotamento mental. É um jeitinho da criatura dizer que é autossuficiente e, por isso, não precisa de Deus.

Caros, leitores e leitoras, precisamos pensar de maneira sábia ao buscar respostas para nossas necessidades e dilemas diários. Pois, somente assim, saciaremos nosso corpo com suas necessidades básicas, daremos à nossa alma o descanso verdadeiro e teremos esperança viva para nosso espírito, a saber, uma eternidade com Deus.

  1. Qual a origem do cansaço?

O cansaço físico também pode ser um problema, no entanto, sabemos que é só parar ou mesmo organizar a agenda e tudo se resolve. Aliás, é isso que está sendo vendido pelos especialistas midiáticos, certo? Porém, o problema não para aí. Há algo mais profundo acontecendo à humanidade. As pessoas estão cansadas e oprimidas. A origem disso pode ter diversos fatores, dentre eles, podemos destacar:

  • o acúmulo de problemas desta vida, que podem ser de ordem pessoal, familiar, profissional etc.
  • os pecados do próprio ser humano, que resultam em sentimento de culpa, de vergonha, ressentimentos e outros sentimentos opressores.
  • as perseguições por causa da própria fé em Jesus, que na hora de enfrentá-las, muitas vezes, falta apoio e sobram críticas.

Diante de tais situações, precisamos mergulhar mais fundo. Então, vamos ler Mateus 11.28-30:

Mateus 11.28 – Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. 29 – Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. 30 – Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (ARA)

O sentido de “cansados e sobrecarregados” deste texto no original é de alguém que carrega literalmente um peso como o faz os animais ou veículos que transportam cargas. Além disso, oprimidos aqui também tem o sentido figurado que pode indicar alguém que está sobrecarregado emocionalmente, afetado por algum tipo de cerimônia, constrangimento ou mesmo ansiedade espiritual. É alguém que se encontra na condição de ter que suportar um grande peso. E nesse sentido, a maioria de nós compreende bem, pois já nos sentimos assim pelo menos uma vez na vida.

  1. O que Jesus oferece ao cansado?

Jesus faz uma oferta generosa aos que se encontram nesse vale de sofrimento: vir a Ele para ser aliviado. As filosofias humanas são cuidados paliativos a quem está nessas condições. O humanismo, alivia superficialmente a dor, mas camufla o mal no interior, ou seja, o pecado e suas consequências. Mas, o Senhor Jesus Cristo, promete alívio, descanso e leveza para aqueles que se chegam a Ele.

  1. Como descansar no Senhor?

A solução para este problema inclui dois verbos de ação, o que significa atitude de nossa parte. Nós temos problemas e Jesus tem a solução. Mas, faz-se necessário uma atitude de nossa parte em resposta ao que Ele nos oferece. Então, vamos aos dois passos:

a) “Tomai sobre vós o meu julgo” – O verbo “tomar” aqui tem o sentido de levantar algo, pôr sobre si e levar a outro lugar. O senhor Jesus nos ensinou que devemos carregar a cruz. Aquele que o segue, de fato, tem responsabilidades e espera-se de tal pessoa um compromisso fiel. Para muitos, isto é o fardo que eles não querem nem tocar, mas é exatamente o primeiro passo para o alívio dos que estão sobrecarregados. Eu sei que parece um paradoxo, mas é tomando o jugo de Cristo que seremos aliviados de nossas cargas geradas pelo pecado, pelos cuidados desta vida e pelas perseguições à nossa fé. Precisamos recebê-Lo e segui-Lo.

b) O segundo passo para o alívio é prosseguir no processo – O Senhor nos chama a aprender com Ele. Isso pode ser um desafio ainda maior para alguns, no entanto, será também a causa de maior satisfação no final dessa jornada. As duas matérias que precisamos cursar aqui é a mansidão e a humildade e não preciso explicar que Jesus é o Mestre por excelência em ambas.

Dito isto, leitores, volto à pergunta inicial: como lidar com tudo isto? O convite de Jesus está aberto. Ele pode aliviar as mais insuportáveis aflições, dar descanso e paz à tua alma. Ele oferece também o seu Espírito Santo como guia para ajudar a enfrentar o pecado, as aflições desta vida e as perseguições à fé no Filho de Deus. Mateus 11.28 – Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.

O caos da intolerância

O caos da intolerância

O crente no Senhor Jesus Cristo sabe que não é deste mundo. Porém, muitos cristãos ainda vivem em uma bolha imaginária como se não tivessem responsabilidades com a sociedade em que vivem e isso é muito conveniente para o reino das trevas. O objetivo deste texto é provocar os leitores a uma reflexão sobre o seu papel enquanto discípulo de Cristo na atual sociedade.

Domingo, 19 de outubro, a América Latina alvoroçou-se com cenas de igrejas chilenas em chamas. As imagens que correram o mundo mostram os incendiários anticristãos comemorando, além de pichações que incentivam a violência e intolerância religiosa como: “muerte al Nazareno”. Uma realidade vivida diariamente pelos nossos irmãos orientais que surpreendeu, inexplicavelmente – pois não devia -, o Ocidente. Mas, e eu com isso?

O Brasil vive um momento ímpar, uma efervescência daquelas que levam ao menos uma década para se repetir. Chamam de conjuntura, ruptura, polarização e outros nomes difíceis de serem lembrados. No entanto, não é só aqui. Às vezes, estamos mergulhados em nós mesmos e não nos damos conta de que o mundo está vivendo grandes transformações. E o avanço da internet e o fenômeno das redes sociais tem funcionado como catalizadores dessas mudanças.

O Chile está inserido nesse contexto, mas, o processo não começou agora. Segundo o site de notícias da CNN Brasil, milhares de pessoas ficaram feridas e mais de 30 já morreram em protestos naquele país desde outubro de 2019. Neste ínterim, já ouvimos diversas tentativas de leitura do que está acontecendo por lá, inclusive, pronunciamento político-ideológico de brasileiros dizendo que deveria se fazer no Brasil o mesmo que alguns chilenos estão fazendo.

São os sacerdotes do caos. Há quem acredite que este seja a primeira entidade divina a surgir no universo, uma força antiga e obscura que manifesta a vida por meio da cisão dos elementos. Esse conceito sofreu muitas mudanças ao longo dos séculos, mas segundo R. J. Rushdoony (A política da pornografia), permanece a crença de que “o caos é sempre fértil, eternamente potente, e quando a ordem e a maturidade tornam-se muito acentuadas numa cultura, faz-se necessário um retorno ao caos revitalizante”.

Com a ascensão do iluminismo, emergiu, à sombra das ciências humanas, a subversão travestida de liberdade. Depois, o século XX testemunhou uma grande ênfase no primitivismo nas artes, bem como na cultura em geral. A busca pela satisfação dos desejos mais primitivos, o retorno ao misticismo e o sincretismo religioso imprimiu uma nova imagem em nossa sociedade. Não do seu Criador, e sim, da criatura. Mas, para isto, faz-se necessária “A morte de Deus”. Por isso, as igrejas queimadas e as palavras de ordem contra Jesus de Nazaré e seus seguidores.

Os dicionários de português definem a palavra tolerância como “o ato de tolerar, aceitar ou suportar”. Esta é uma palavra que está em alta no Brasil e é garantida pela nossa Constituição Federal nos mais diversos aspectos da vida. Porém, os mais barulhentos invocadores deste direito veem apenas uma via para usá-la: a que melhor lhes convém.

Somos um país fragmentado: diversidade religiosa, indefinição política e inumeráveis grupos sociais compõem uma nação vítima do abuso de poder político e econômico. Um povo refém de supostos defensores das minorias, mas, seus objetivos são manobrar as grandes massas a fim de levarem adiante suas pautas progressistas, corruptas e imorais. Ameaçam famílias e instituições religiosas, intimidam e assassinam a reputação de quem se opõem às suas ideias. E, a pior parte, contam com apoio de muitos parlamentares e até de alguns membros do judiciário.

Mas, e eu com isso? Esse cenário de caos ameaça as verdadeiras liberdades e tentam silenciar os embaixadores de Cristo, que já morreu, mas ressuscitou com poder e glória. É, portanto, uma guerra espiritual no mundo material, cujo objetivo é implantar ditaduras ideológicas e alargar os limites do reino das trevas. Estamos todos envolvidos nesta guerra, mas o que fazer?

Ore pela nação

Os judeus foram levados cativos para a Babilônia, o que era um motivo aparentemente justo para odiarem seus opressores, mas leia o conselho que Deus lhes deu: Jeremias 29.7 – E procurai a paz da cidade, para onde vos fiz transportar em cativeiro, e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz.

Exerça a cidadania

A começar pelo voto consciente. Amizade, popularidade ou mesmo promessa de emprego não podem ser critérios para a eleição de um candidato. Entregamos a eles o poder de decidir por nós. Novas leis, modelo de educação e demais políticas públicas impactam diretamente nossas vidas e o eleito precisa ter competência e idoneidade que garantam o mínimo de liberdade para vivermos nossas crenças.

Faça sua parte

“Mas, todo mundo faz isso”. Esta é uma afirmação que ouvimos constantemente quando se trata de pequenos delitos ou “pecadinhos”. Mas, é nosso dever como crentes ter um espírito excelente: Daniel 6.4 – Então os presidentes e os príncipes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. 5 – Então estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a acharmos contra ele na lei do seu Deus.

Os servos de Deus precisam refletir sobre a influência que exercem neste mundo, apesar de não serem daqui. O Senhor Jesus orou por seus discípulos pedindo ao Pai que os livrasse do mal, mas não que os tirasse do mundo. Caros, leitores, temos uma missão aqui e agora: representar o Reino de Deus contra este mundo que jaz no maligno. Façamos enquanto há tempo.

Cristãos egípcios comemoram a queda de Morsi

Com a queda do regime islâmico no Egito os cristãos estão tentando uma reconciliação. O golpe militar derrubou o então presidente Mohamed Morsi, despojando o islamitas do poder político.

Os cristãos coptas comemoraram o fim do regime de Morsi, mas em carta mostraram compaixão com os muçulmanos que foram derrotados pelo golpe. “Sentimos a dor dos que se consideram derrotados e que agora temem a marginalização e alienação”, escreveu o arcebispo Angaelos, representante da Igreja Copta Ortodoxa no Reino Unido.

O bispo afirmou que este sentimento de derrota já foi sentido pelos cristãos egípcios por diversas vezes nos últimos séculos e que agora a população precisa se unir e pensar em um futuro diferente.
“Precisamos agora é de encontrar uma forma de acolher estes importantes membros da comunidade, bem como todos os egípcios, confirmando que o único caminho é o de reconciliação e unidade”.

Angaelos também escrevendo pedindo paz, para que cessem os conflitos entre muçulmanos e cristãos. “Rezamos para que não se derrame mais sangue, não haja mais luto nas famílias ou comunidades, nem mais violência e que a cooperação e colaboração se tornem princípios fundamentais ao longo deste processo formativo”, disse.

Antes da divulgação da carta, pelo menos uma igreja copta foi incendiada por islamitas enfurecidos. O ataque aconteceu na aldeia de Delgia que fica a 60 quilômetros de Mynia. No Egito os cristão são minoria religiosa, tendo 10 milhões de fiéis. A quantidade de cristãos no Egito é a maior em todo o Oriente Médio.

Fonte: Renascença