Igreja Cristã Pentecostal

Tag: arqueologia

Descoberta arqueológica pode solucionar “enigma” bíblico.

Achados arqueológicos recentes podem comprovar que a cidade de Siló, antiga capital de Israel, foi destruída por um grande incêndio. Essas descobertas na região central de Israel desvendariam o mistério envolvendo a ruína dessa cidade mencionada no Antigo Testamento.

Fragmentos de um jarro de barro foram descobertos em meio a uma camada de cinzas avermelhadas. Esse é um forte indício para resolver definitivamente o enigma milenar sobre como a cidade foi destruída. Em Siló, o Tabernáculo foi colocado durante o período conhecido como “dos juízes”. O local serviu como capital de Israel e centro espiritual por 369 anos, até a sua destruição.
Após ser saqueada pelos filisteus deixou de ser a capital. A área continuou sendo habitada até 722 a.C., quando a Assíria invadiu o Reino de Israel. Atualmente, na região fica a cidade de Rosh Ha’ayin.

As Escrituras não relatam como foi o fim de Siló, mas essas descobertas comprovam que um incêndio arrasou o local. A datação do jarro aponta para o ano 1.050 A.C., que coincide com a data dos eventos descritos no livro de Samuel.
Avital Selah, diretor do sitio arqueológico de Tel Siló, disse à Agência de Notícias Tazpit que as teorias levantadas durante a escavação são semelhantes ao que se cogitou 30 anos atrás, quando restos de comida descobertos no local também apontavam para o ano 1.050 aC.

O livro bíblico de 1 Samuel narra a batalha entre filisteus e israelitas, quando a Arca da Aliança foi capturada. O livro de Jeremias e alguns Salmos confirmam que Siló foi destruída pouco depois pelos filisteus. Os estudos dos arqueólogos devem ser publicados em breve comprovando como aconteceu e pondo fim ao mistério milenar.

Com informações Huffington Post e Israel National News, como visto em Gospel Prime.

Achado arqueológico pode provar que Herodes não construiu o Muro das Lamentações.

Arqueólogos divulgaram a descoberta de quatro moedas datadas do ano 17 no subsolo do muro das lamentações. O local, sagrado para judeus, cristãos e muçulmanos, é dos principais pontos turísticos de Jerusalém.

Quatro moedas foram encontradas em um espaço para banhos rituais no subsolo do Muro Ocidental. Este local precedeu a construção do prédio atual e foi usado como suporte às muralhas do Templo. Isso serviria como prova que a construção do muro sequer havia começado na época da morte de Herodes (provavelmente em 4 a.C), a quem é historicamente creditada a construção do Templo.

Essas moedas têm as marcas do procônsul romano Valerius Gratus, que viveu na região 20 anos depois da morte de Herodes. Esse fato pode mudar tudo o que sempre se afirmou sobre a construção daquele local sagrado.

Os muros de sustentação do Templo supostamente foram construídos por Herodes, rei judeu que aparece com destaque nos Evangelhos, mas os indícios agora são que eles, na verdade, foram erguidos muito mais tarde. A única porção que restou desses muros hoje é conhecida como o “Muro das Lamentações” e recebe visitas de milhões de pessoas todo ano.

A nova descoberta confirmaria a versão de Flávio Josefo, um general judeu que se tornou um historiador romano. Em um dos documentos deixados por ele relatando a destruição do templo pelos romanos no ano 70, Josefo disse que a construção fora terminado pelo rei Agripa II, bisneto de Herodes, duas décadas antes de o complexo ser totalmente destruído pelos legionários em uma batalha contra rebeldes em Jerusalém.

Josefo também escreveu que o fim da construção deixou 18.000 trabalhadores desempregados, em Jerusalém. Alguns historiadores têm relacionado esse descontentamento com a revolta judaica daqueles dias.

A descoberta revelada esta semana oferece “as primeiras claras provas arqueológicas que parte da galeria do Muro não foi construída por Herodes”, disse o arqueólogo Aren Maeir da University Bar-Ilan, que não esteve envolvido na escavação.

“Essa descoberta muda à forma como vemos a construção, e mostra que durou mais tempo do que se pensava inicialmente”, disse Eli Shukron, co-diretor da escavação.

O complexo, controlado desde 1967 por Israel, hoje abriga a Mesquita Al-Aqsa, famosa pela sua cúpula de ouro, que os muçulmanos chamam de o Domo da Rocha. O fato de o lugar ser sagrado, por diferentes motivos, tanto para judeus quanto para muçulmanos o torna um dos locais de maior disputa religiosa.

A escavação em que as moedas foram descobertas pesquisava um antigo túnel de drenagem romano que começa no “poço de Siloé”, uma das fontes de água da cidade original, e termina no interior Cidade Velha de Jerusalém.

O túnel corre pelas pedras que estão na base do Muro Ocidental do complexo, onde as moedas foram encontradas. Esse túnel foi escavado para drenagem, sendo parte do sitio arqueológico da “Cidade de David”, possivelmente um dos mais controversos da história.

A escavação está sendo realizada dentro do bairro palestino de Silwan, mas é financiada por um grupo ligado ao movimento de colonos israelenses que se opõe a qualquer divisão da cidade como parte de um futuro acordo de paz.

A escavação do túnel também encontrou uma espada romana, lâmpadas de óleo, panelas e moedas que os estudiosos acreditam estarem numa antiga passagem subterrânea, usada por judeus rebeldes para se esconder enquanto fugiam dos soldados romanos.