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Escuridão

Escuridão

Olá, amigos e irmãos!

Para encerrar essa semana, trago mais uma ilustração. Hoje, a respeito da Esperança que Jesus traz ao coração perdido na escuridão.

“A ele quis Deus dar a conhecer entre os gentios a gloriosa riqueza deste mistério, que é Cristo em vocês, a esperança da glória.” Cl. 1:27

Eu acordei! Cai em mim, mas não sei onde estou, tudo está tão escuro, não vejo nada. Não sei como parei aqui, não lembro de ter caído, nem de ter me perdido. O escuro me assusta, ele é incerto, imprevisível, medonho. Esse lugar seria uma sala, uma caverna, ou uma prisão? Qualquer definição não seria capaz de expressar o desespero que sinto, como pode alguém estar perdido e não saber? Quanto tempo estou no escuro? Percebo que se não posso ver, fico mais propício a sentir, e sinto muito nesse momento.

Seria tão bom ter um amigo nessa hora, onde será que estão? E minha família, porque não me salva? Quando não possuímos nenhum recurso, as possibilidades que surgem se tornam tesouros.

Seria esse o meu fim, acordar no escuro e ter medo de pisar em falso ou de me ferir andando? Não consigo ver se estou fisicamente ferido, mas posso identificar que minha alma, o meu interior, está muito machucado.

A única coisa que consigo pensar é como poderia sair dessa escuridão, e choro ao tentar lembrar quem foi que me deixou nessa situação, quem causou tudo isso. Mas na verdade, isso não importa, e sim, como eu posso sair dessa agonia.

Tento fazer do meu jeito, grito, clamo por socorro, chamo pessoas, choro e faço barulho, na tentativa de que alguém me escute. Depois de muito tentar, me canso, e silêncio.

Em meio a pensamentos de morte e de derrota, escuto uma respiração suave, posso ter minha audição aguçada em meio ao escuro, e ouço uma voz tranquila, que parece longe e perto ao mesmo tempo. Me animo a cogitar que não esteja só nessa escuridão e então ergo a voz para comunicar-me com A voz suave, perguntando se ela é real. A voz se torna ainda mais forte, e me responde que sim. Desesperadamente eu me atrevo a perguntar como cheguei nessa situação e porque não me lembro. A voz me diz que fui eu mesmo que caminhei até a escuridão, até me perder.

Inconformado e ao mesmo tempo com medo de ser o meu fim, pergunto como posso sair do escuro. Ela diz que é simples, eu preciso caminhar em direção a luz. Fico extremamente agitado em procurar luz onde não enxergo, mas ouvir a Voz me deixa confiante de que existe uma saída.

A voz me diz que se eu posso ouvir eu também posso ver! -Olhe para mim! Disse a voz. Com muita atenção, volto todo o meu corpo em direção A voz suave que me fala, e enquanto á escuto, minha visão antes adormecida, começa a ver uma luz raiando no meio da escuridão. Meus olhos brilham ao ver um Homem tão belo, que clareia tudo a sua volta, inclusive a mim.

Quando olho para Ele então consigo me enxergar, e ao ver um ser tão belo que radia luz, não quero mais olhar para mim, e nem para minha situação, só vejo Ele. Enquanto estou com os olhos fitos nEle, todas as minhas indagações se vão, minha vida e segurança não importam mais, existe sentido e razão em permanecer olhando para Ele.

Mas quem será este Homem da luz em meio às trevas? Quando penso em me dirigir a ele para questionar sua identidade, sou surpreendido, pois ele me pergunta: – Como você me chamaria? Meu coração dispara, e as lágrimas correm no rosto enquanto respondo para mim mesmo: – ELE É A MINHA ESPERANÇA!

 

Deus abençoe sua vida,

A graça do Senhor!