Primeira Lição de 2026
Desde os tempos antigos, o arauto era aquele que recebia uma missão solene: anunciar a mensagem do rei com fidelidade, clareza e autoridade. Ele não falava por si mesmo, nem podia alterar o conteúdo da mensagem; sua responsabilidade era proclamar exatamente aquilo que lhe fora confiado. À luz das Escrituras, essa figura ganha um significado profundamente espiritual, pois Deus sempre levantou homens e mulheres para serem arautos da Sua verdade, proclamando Sua vontade ao povo.
Na Bíblia, vemos profetas, apóstolos e, sobretudo, Jesus Cristo como o supremo portador da verdade divina. João Batista foi a “voz do que clama no deserto” (Is 40:3; Jo 1:23), preparando o caminho do Senhor. O apóstolo Paulo afirma que foi constituído “pregador [arauto] e apóstolo” do evangelho (2Tm 1:11), evidenciando que anunciar a verdade não é apenas um dom, mas um chamado sagrado.
Nesta lição, refletiremos sobre a Bíblia Sagrada hoje; A igreja do Senhor nos dias de hoje; O avivamento espiritual em nossos dias e os dízimos e ofertas nos dias atuais. Que o Espírito Santo nos conduza a compreender nosso papel e a responder com obediência ao chamado de Deus para proclamar o que estudaremos hoje. (Jo 8:32).
O LIVRO DE DEUS HOJE
Estou chamando a Bíblia Sagrada de: o Livro de Deus, pois as Escrituras são genuinamente inspiradas por Deus. “Toda a Escritura é divinamente inspirada…” (2Tm 3:16), nenhum livro aqui na terra pode arguir essa prerrogativa pra si, nem o seu autor se auto intitular que é totalmente inspirado pelo Espírito Santo. Somente os sessenta e seis livros da Bíblia Sagrada são inspirados diretamente pelo Espírito Santo. Os tempos passam, as pessoas passam, e tudo um dia desaparece, mas a Palavra de Deus, jamais passará. “A palavra do Senhor permanece para sempre.” (1Pe 1:25). O próprio Senhor Jesus Cristo disse: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.” (Mt 24:35).
Martinho Lutero afirmou com convicção: “A Bíblia não é apenas um livro; ela é a voz viva de Deus falando conosco todos os dias.” Charles Spurgeon também declarou: “Se você afastar a Escritura, nada lhe restará que seja seguro.”
Estamos iniciando o ano de dois mil e vinte e seis, muitas coisas foram inventadas, e a ciência se multiplicou. As tecnologias deram um grande salto e hoje na palma da mão temos aparelhos capazes de realizar múltiplas funções, tudo isso é espantoso e até parece que alcançamos um patamar além do esperado! Todavia não devemos nos enganar, pois a multiplicação do conhecimento não anula a verdade absoluta e irrefutável da Bíblia Sagrada e ela não permite interpretações para saciar nossos pensamentos carnais e pecaminosos. A utilidade das Escrituras é totalmente necessária, pois ela é útil para todos os que desejam andar na verdade. “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Jo 8:32). O autor da Bíblia é verdadeiro, e todas as palavras da Bíblia Sagrada, é a verdade. “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.” (Jo 17:17). Agostinho de Hipona escreveu: “A Escritura é a boca de Deus; quando ela fala, é Deus quem fala.”
A IGREJA DE CRISTO HOJE
O Senhor Jesus Cristo é o cabeça da igreja. Nós, o povo fé em ação, juntamente com outros irmãos que moram em vários lugares e nações, somos o corpo de Cristo. A Igreja Cristã Pentecostal não é uma invenção humana, mas obra do próprio Senhor Jesus Cristo, fundada no avivamento espiritual e genuíno que aconteceu em 1991. O Senhor Jesus Cristo é o fundamento de nossa igreja, o cabeça e o sustentador dela. Por isso, quando a Igreja permanece fiel a Cristo, não necessita de ajustes segundo a cultura ou modismos deste século. “Pois ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” (1 Coríntios 3:11). Inácio de Antioquia (séc. I) afirmou: “Onde está Jesus Cristo, ali está a Igreja.”
A doutrina de nossa igreja é pura. A Igreja Cristã Pentecostal preserva a doutrina apostólica, ensinada por Cristo e transmitida pelos apóstolos. Essa doutrina não precisa de retoques, pois a Palavra de Deus é perfeita, santa e suficiente. “Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir e para instruir em justiça.” (2 Timóteo 3:16). Durante todos esses anos apareceram propostas, pensamentos, reflexões para que alterassem nossas doutrinas e usos e costumes, todas foram recusadas, pois não podemos acrescentar nada ao que está escrito, a verdade não aceita retoques. “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela.”
(Deuteronômio 4:2). A Igreja fiel a Cristo não se molda às pressões culturais nem relativiza o pecado. Ela permanece firme na santidade, separada para Deus, vivendo no mundo sem ser do mundo. “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento.” (Romanos 12:2).
O AVIVAMENTO HOJE
Em 1991, aconteceu o avivamento espiritual em nosso meio, daquele dia em diante, almas foram salvas, pecadores perdoados, crentes renovados, o arrependimento e a santificação pessoal tem acontecido de tal maneira que não podemos explicar; a mão de Deus tem operado em nossas vidas. O verdadeiro avivamento não é produzido por estratégias humanas, mas procede do próprio Deus. É Ele quem vivifica a Sua Igreja, renovando forças, despertando corações e restaurando a comunhão espiritual. “Porventura não tornarás a vivificar-nos, para que o teu povo se alegre em ti?” (Salmos 85:6). “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu.” (Isaías 61:1). O avivamento em nosso meio veio do Espírito Santo e continuará nos dias de hoje. Sobre o avivamento espiritual genuíno, pois como declarou Jonathan Edwards: “O verdadeiro avivamento sempre exalta Cristo e produz santidade no povo de Deus.”
Na Igreja Cristã Pentecostal, o avivamento é permanente porque o Espírito Santo habita na Igreja e continua a agir com poder, dons e manifestações espirituais. “E todos foram cheios do Espírito Santo.” (Atos 2:4). Nossa oração e jejum diário é para que o Espírito Santo continue operando em nossas igrejas. “Não extingais o Espírito.” (1 Tessalonicenses 5:19). Sem santidade, não há avivamento verdadeiro. A Igreja Pentecostal vive separada para Deus, mantendo pureza doutrinária e moral. “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” (Hebreus 12:14). Os cultos de avivamento devem proporcionar aos crentes o momento ideal para o arrependimento, a fé, e a entrega total de nossas vidas para que o Senhor tenha a primazia em nossas vidas. “E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha primazia.” (Colossenses 1:18).
OS DÍZIMOS E OFERTAS HOJE
Vamos falar dos dízimos e ofertas nas Igrejas Cristã Pentecostal. Começamos por dizer que dízimos e ofertas são princípios espirituais, não invenção humana. A prática de entregar dízimos e ofertas antecede a Lei mosaica e revela um princípio eterno de honra, gratidão e submissão a Deus. Quando Abrão entregou os dízimos de tudo, nem havia ainda a lei. “E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.” (Gênesis 14:20). Quando Jacó, neto de Abraão, fez o voto de ser um dizimista fiel, também não havia lei. “E desta tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.” (Gênesis 28:22). A vontade de entregar os dízimos nasce no coração do crente, é uma bênção espiritual que vem do céu.
John Wesley declarou: “Tudo o que possuímos pertence a Deus; somos apenas mordomos do que Ele colocou em nossas mãos.”
A prática de entregar dízimos e ofertas antecede a Lei mosaica e revela um princípio eterno de honra, gratidão e submissão a Deus. Quando Abrão entregou os dízimos de tudo, ainda não existia a Lei. “E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.” (Gn 14:20).
Charles Spurgeon afirmou:
“A fé que não toca a bolsa dificilmente tocou o coração.”
O fato de Abraão e Jacó entregarem os dízimos sem a lei, não quer dizer que entregar os dízimos é uma opção, pelo contrário, quando o crente entrega os dízimos e ofertas fielmente ele está cumprindo um princípio eterno dado pelo próprio Deus. O Senhor não muda Seus princípios. A fidelidade nos dízimos e ofertas é uma expressão de obediência e confiança n’Ele. “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro… e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos.” (Malaquias 3:10). Quando o crente não entrega os dízimos e ofertas fielmente ele está roubando ao próprio Deus. “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais…”(Malaquias 3:8). Matthew Henry comentou: “Negligenciar o que pertence a Deus é uma afronta direta à Sua soberania.” Os dízimos pertencem a Deus, não ao homem.
CONCLUSÃO E REFLEXÃO
Que esta lição nos leve a um compromisso renovado com a verdade do evangelho. Que sejamos encontrados fiéis, como bons despenseiros da Palavra, proclamando com ousadia e amor aquilo que o Senhor nos confiou. Afinal, o arauto passa, a mensagem permanece, e a verdade de Deus jamais falhará (Is 40:8). Que sejamos, hoje e sempre, arautos da Verdade, proclamando o que o Senhor deu ao nosso ministério.
VOCABULÁRIO DA LIÇÃO
Significado de ARAUTO
A palavra arauto vem do grego kērux (κήρυξ), que significa: mensageiro oficial, proclamador público, anunciador autorizado. No contexto bíblico, o arauto: proclama com voz clara; não altera a mensagem; representa a autoridade de quem o enviou. “Pois nós não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor.” (2 Coríntios 4:5).
