O povo fé em ação, no decorrer dos anos, tem procurado a cada dia servir a Deus de acordo com a Palavra de Deus. Não basta querer servir a Deus; é necessário servi-Lo da maneira que Ele estabeleceu. Esta lição tem como objetivo nos fazer entender qual a maneira certa de servir a Deus.
Vivemos numa época em que muitas pessoas querem adaptar Deus aos seus desejos. Querem bênçãos sem compromisso, poder sem santidade, dons sem caráter, culto sem reverência e fervor, e também salvação sem obediência. Entretanto, na Bíblia, encontramos um princípio muito claro: Deus estabelece como deseja ser adorado e servido. O verdadeiro avivamento pentecostal não consiste somente em manifestações espirituais, ele também produz obediência à Palavra, santidade, temor a Deus, submissão ao Espírito Santo e transformação de vida.
EU SIRVO A DEUS DO JEITO QUE EU QUERO
Essa frase: “eu sirvo a Deus do jeito que eu quero” nos leva a pensar no que está escrito em Juízes 21:25. ²⁵ naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos. Servir a Deus do jeito certo, não como eu ou você pensamos e sim de acordo com o padrão estabelecido por Deus. Deus não está procurando simplesmente aquilo que queremos oferecer, mas aquilo que Ele ordenou.
Observem o que ocorreu com o rei Saul. 1 Samuel 15:17-23 | ACF
¹⁷ E disse Samuel: Porventura, sendo tu pequeno aos teus olhos, não foste por cabeça das tribos de Israel? E o Senhor te ungiu rei sobre Israel.
¹⁸ E enviou-te o Senhor a este caminho, e disse: Vai, e destrói totalmente a estes pecadores, os amalequitas, e peleja contra eles, até que os aniquiles.
¹⁹ Por que, pois, não destes ouvidos à voz do Senhor, antes te lançaste ao despojo, e fizeste o que parecia mau aos olhos do Senhor?
²⁰ Então disse Saul a Samuel: Antes dei ouvidos à voz do Senhor, e caminhei no caminho pelo qual o Senhor me enviou; e trouxe a Agague, rei de Amaleque, e os amalequitas destruí totalmente;
²¹ Mas o povo tomou do despojo ovelhas e vacas, o melhor do interdito, para oferecer ao Senhor teu Deus em Gilgal.
²² Porém Samuel disse: Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros.
²³ Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como iniquidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.
O rei Saul cometeu um grave erro, ele era rei, mas não tinha autorização para sacrificar, esse ofício era privativo a Samuel, pois foi Samuel quem Deus chamou para fazer sacrifícios. Saul imaginou que, sendo rei, tinha autoridade para modificar o padrão de adoração dado por Deus, neste caso o sacrifício. Cometeu o erro da rebelião, pois, deixando a instrução do Senhor, seguiu seu próprio pensamento. Assim como acontecia no tempo dos juízes onde “cada um fazia o que parecia direito aos seus próprios olhos”, hoje em dia, muitas pessoas acham que podem estabelecer um tipo de adoração ou serviço a Deus, de acordo com o seu pensamento pessoal.
O problema não era apenas a existência de más pessoas. Era a ausência de um padrão absoluto de autoridade. Cada um passou a determinar o que era certo segundo sua própria visão. Esse mesmo perigo existe hoje. As declarações de absoluta auto-suficiência são:
“Eu acho que Deus entende.”
“Para mim não tem problema.”
“Todo mundo faz.”
“Deus conhece meu coração.”
“O importante é que eu estou fazendo para Deus.”
“Eu sinto que está certo.”
É MELHOR PERGUNTAR A DEUS SE ISSO ESTÁ CERTO
Quem adora ou serve a Deus de acordo com a sua vontade e não conforme o padrão estabelecido por Deus em sua Palavra, deveria antes perguntar a Deus se a maneira que adotou é aprovada por Ele. Se alguém pudesse perguntar diretamente a Deus, falar pessoalmente com o Senhor, a resposta de Deus seria só uma: “Examine a minha Palavra”, pois Deus não altera e nem diminui a sua Palavra.
O povo fé em ação, cheio do Espírito Santo, não é um povo que simplesmente faz o que sente. É o povo que aprende a submeter seus sentimentos, desejos e decisões à Palavra de Deus. O Espírito Santo nunca conduz o cristão a uma vida contrária às Escrituras. Se Deus aceitasse a adoração conforme o nosso coração, porque não aceitou o sacrifício de Caim? Em Gênesis 4:1-7, Caim fez uma oferta do seu jeito. Mesmo sabendo como fazer, ele preferiu fazer de acordo com a sua vontade. Caim e Abel apresentaram ofertas ao Senhor. Deus atentou para Abel e sua oferta, mas não atentou para Caim e sua oferta.
A questão não era simplesmente “dar alguma coisa para Deus”. Caim queria aproximar-se de Deus, mas sua maneira de fazê-lo não foi aceita. Isso nos ensina algo muito importante: Não é suficiente fazer algo religioso; precisamos fazê-lo segundo a vontade de Deus. Temos duas frases que podem muito bem nos explicar isso: A primeira é: “Eu fiz para Deus” e a segunda é: “Eu fiz como Deus determinou”. Nem tudo aquilo que fazemos com boa intenção necessariamente corresponde à vontade divina. Talvez a intenção de Caim era boa, mas não foi assim que Deus determinou. Podemos cantar, pregar, ofertar, trabalhar na igreja, exercer um dom e até realizar grandes atividades religiosas — mas precisamos perguntar: “Estou fazendo isso para Deus ou estou fazendo isso do meu jeito?”
O FOGO ESTRANHO
Nadabe e Abiú eram dois homens bem intencionados e, até certo ponto, demonstraram zelo, fizeram as coisas para Deus da maneira que achavam certo. Vamos ler levíticos 10:1-3. ¹ E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que não lhes ordenara.
² Então saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor.
³ E disse Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se chegarem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se.
Fazendo uma leitura cuidadosa desta passagem das Escrituras, podemos ver que eles eram filhos de Arão, o sumo sacerdote (nos dias atuais poderíamos dizer que eram filhos do pastor). Estes dois homens pegaram o incensário e ofereceram fogo estranho perante o Senhor, isso eles fizeram por conta própria sem o Senhor ter mandado. A resposta do Senhor foi imediata, pois saiu fogo diante do Senhor e os dois morreram instantaneamente. Eles tiveram um fim trágico, pois provavelmente imaginaram que sendo filhos do sumo sacerdote poderiam oferecer fogo estranho perante o Senhor, mas não foi só isso, eles também pensaram que o “importante era os simples atos de oferecer alguma coisa a Deus, como muitas pessoas hoje pensam”, mas com Deus não é assim, pois a maneira de servir e adorá-lo é de acordo com a Palavra de Deus. “Não é só oferecer alguma coisa”, o que se oferece a Deus tem que estar dentro dos padrões estabelecidos por Ele. “Não podemos servir a Deus do nosso jeito e de nossa maneira”. Deus havia estabelecido como o culto deveria acontecer. Eles não poderiam simplesmente inventar uma nova maneira de aproximar-se do Senhor. Precisamos pensar seriamente nisso.
UMA BOA INTENÇÃO NÃO É TUDO
Vocês já ouviram falar de Uzá? Este homem teve uma boa intenção, mas aos olhos de Deus não foi bom o que ele fez e por isso sua vida foi tirada, isso mostra que devemos verificar diante de Deus se nossas “boas intenções” estão de acordo com a vontade e permissão de Deus. Vamos ler na Palavra de Deus o que ele fez e o que aconteceu com ele. 2 Samuel 6:1-7
¹ E tornou Davi a ajuntar todos os escolhidos de Israel, em número de trinta mil.
² E levantou-se Davi, e partiu, com todo o povo que tinha consigo, para Baalim de Judá, para levarem dali para cima a arca de Deus, sobre a qual se invoca o nome, o nome do Senhor dos Exércitos, que se assenta entre os querubins.
³ E puseram a arca de Deus em um carro novo, e a levaram da casa de Abinadabe, que está em Gibeá; e Uzá e Aiô, filhos de Abinadabe, guiavam o carro novo.
⁴ E levando-o da casa de Abinadabe, que está em Gibeá, com a arca de Deus, Aiô ia adiante da arca.
⁵ E Davi, e toda a casa de Israel, festejavam perante o Senhor, com toda a sorte de instrumentos de pau-de-faia, como também com harpas, e com saltérios, e com tamboris, e com pandeiros, e com címbalos.
⁶ E, chegando à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus, e pegou nela; porque os bois a deixavam pender.
⁷ Então a ira do Senhor se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta imprudência; e morreu ali junto à arca de Deus.
Após lermos esta passagem podemos perceber claramente que uma intenção boa não justifica a desobediência. Observem: “E, chegando à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus, e pegou nela; porque os bois a deixavam pender.” Ele não devia pegar e nem tocar na Arca da Aliança e Deus não precisava de uma mão humana para sustentar o carro para a arca não cair. O Deus que fez os céus e a terra não precisava da mão de um homem para sustentar a arca. O que Uzá fez foi no mínimo imprudência. Ele perdeu a vida por esse ato. O castigo foi imediato.
APLICAÇÃO DA LIÇÃO
Os personagens que estudamos nesta lição, suas ações e boas intenções, nos mostram que nada substitui a vontade de Deus. Muitas vezes imaginamos que Deus está falando conosco, mas nem toda voz é a voz de Deus. Devemos tomar cuidado para não sermos enganados por nós mesmos. Viver uma vida de pecado ou querer mudar a Palavra de Deus para que ela se adapte à nossa maneira de viver não é uma boa decisão. Nesse momento o melhor que devemos fazer é seguir aquilo que o Senhor nos instruiu desde os primeiros dias de ministério. Romanos 12:2 ensina sobre a transformação pela renovação da mente, para que possamos experimentar “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Quando deixamos Deus operar pelo Espírito Santo em nossas vidas, faremos exatamente o que é certo e a nossa adoração e vida espiritual será de acordo com a vontade de Deus. A vontade de Deus precisa ter autoridade sobre a nossa vontade. Esse é um princípio que adotamos no MPFA: “Crescer sempre, mudar nunca, corromper jamais.”
