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Cristãos egípcios comemoram a queda de Morsi

Com a queda do regime islâmico no Egito os cristãos estão tentando uma reconciliação. O golpe militar derrubou o então presidente Mohamed Morsi, despojando o islamitas do poder político.

Os cristãos coptas comemoraram o fim do regime de Morsi, mas em carta mostraram compaixão com os muçulmanos que foram derrotados pelo golpe. “Sentimos a dor dos que se consideram derrotados e que agora temem a marginalização e alienação”, escreveu o arcebispo Angaelos, representante da Igreja Copta Ortodoxa no Reino Unido.

O bispo afirmou que este sentimento de derrota já foi sentido pelos cristãos egípcios por diversas vezes nos últimos séculos e que agora a população precisa se unir e pensar em um futuro diferente.
“Precisamos agora é de encontrar uma forma de acolher estes importantes membros da comunidade, bem como todos os egípcios, confirmando que o único caminho é o de reconciliação e unidade”.

Angaelos também escrevendo pedindo paz, para que cessem os conflitos entre muçulmanos e cristãos. “Rezamos para que não se derrame mais sangue, não haja mais luto nas famílias ou comunidades, nem mais violência e que a cooperação e colaboração se tornem princípios fundamentais ao longo deste processo formativo”, disse.

Antes da divulgação da carta, pelo menos uma igreja copta foi incendiada por islamitas enfurecidos. O ataque aconteceu na aldeia de Delgia que fica a 60 quilômetros de Mynia. No Egito os cristão são minoria religiosa, tendo 10 milhões de fiéis. A quantidade de cristãos no Egito é a maior em todo o Oriente Médio.

Fonte: Renascença

Conheça as dificuldades de ser cristão no Turcomenistão.

Como se sobrevive como cristão, em um país onde a influência da ex-União Soviética ainda é evidente e onde todos presumem que você é muçulmano?

A igreja de Mahmud é um cômodo alugado no subsolo de um quarteirão de apartamentos. Não há nada que sugira que seja um prédio de igreja até que Mahmud tira um púlpito de dentro de um armário e o cobre com um pano, com uma cruz. O culto começa. O som dos cânticos parece estranho e mudo, embora estejam as mesmas pessoas na igreja, todos os domingos.

A garota na frente do salão, à esquerda, bate palmas exuberantemente, mas os outros parecem se juntar sem nenhum sentimento. Como as pessoas de fora, parece que a vida lhes foi tirada. Todos se mantêm discretos de forma a evitar dificuldades. No Turcomenistão, não precisa fazer muita coisa para se arrumar problemas. Você pode até ser multado por não limpar seus sapatos ou por seu carro não estar brilhando o suficiente.

A Língua do Coração

Oficialmente, existe liberdade religiosa no Turcomenistão, mas, na prática, isso se restringe ao islamismo sunita e, em menor grau, à Igreja Ortodoxa Russa. Para ter permissão para se reunir como comunidade cristã, a igreja tem de ser registrada no Estado.

A igreja de Mahmud tem licença e, então, pode se reunir livremente. “A despeito disso, ainda estamos sendo observados para ver se não estamos ultrapassando os limites. Pode haver um infiltrado sentado no meio da congregação. Realizar cultos em turcomeno é um ato, visto como evangelismo, o que é proibido, assim como possuir uma Bíblia na língua turcomena”.

Ainda assim, durante o culto, Mahmud constantemente alterna entre o russo e o turcomeno. “Muitos sabem o russo, mas turcomeno é a língua que toca seus corações. Meu desejo é que o máximo de pessoas ouçam a Palavra de Deus e que as igrejas sejam registradas. Então, as autoridades não mais poderão ignorar os cristãos e simplesmente dizer que não há cristãos aqui”.

Visitas aos Lares nas Áreas Rurais

A igreja de Mahmud está autorizada oficialmente a realizar cultos, mas as coisas são bem diferentes nas regiões rurais, onde vivem muitas etnias turcomenas. Mahmud tem contato regular com pastores, dos quais a maioria não possui permissão para se reunir.

Um deles diz: “Minha igreja tenta se reunir todos os domingos, mas é sempre impossível. Nós nos encontramos em grupos nos lares. Um ou dois de nós vamos a um vilarejo e visitamos os cristãos em casa. Mas o controle social é grande e muitas pessoas mantêm sua fé em segredo. Eles não ousam ter contato com outros cristãos”.

Podemos nos alegrar por haver, também, um lado bom nessas visitas aos lares. “Algumas vezes, vamos às casas de cristãos e há parentes muçulmanos presentes durante a conversa. A cultura turcomena é de se contar histórias. As pessoas gostam de ouvir, mesmo as histórias sobre Jesus. Elas O conhecem do islã, mas como profeta. Isto fornece uma oportunidade de falar a elas sobre o Evangelho. Desta forma, as pessoas também vêm para a fé”.

Dificuldade para Crescer na Fé

A igreja de Mahmud consegue se reunir como grupo aos domingos. Mas, mesmo o pastor tem dificuldades em manter a unidade entre os cristãos. Julgando pelas aparências, tudo vai bem e há solidariedade. Durante o culto, logo antes do sermão, quando chega a hora da saudação de paz, todos se levantam para apertar as mãos, uns dos outros, e conversar. Mas, a pressão dos controles das forças de segurança e o temor de fazerem algo errado, mina a confiança mútua.

Além disso, alguns membros da igreja se recusam a comparecer aos cultos porque outras pessoas têm diferentes ideias de como os mesmos devem ser conduzidos. Há cristãos que rompem com a igreja e continuam por si mesmos. Isto é difícil porque há poucos pastores bem treinados e é proibido fornecer treinamento bíblico. Isto significa que, com todas as restrições, é difícil para a Igreja no Turcomenistão crescer na fé.

Alguns cristãos não mais ousam frequenter reuniões e ficam em casa. Olga* é uma delas. Ela não vai aos cultos da igreja há meses, e quase não tem contato com outros cristãos. A única maneira de ver Olga é visitá-la em sua casa à noite. Isto é precedido por um telefonema cripto para que alguém que possa ouvir não saiba quem estará vindo ou quando. A tensão é tangível quando a campainha toca, mas a porta não se abre imediatamente. Primeiro, é feita uma verificação pelo olho mágico para ver quem está lá.

Então, a porta se abre e é rapidamente fechada novamente. Na sala, Olga diz como está passando. Tão logo menciona sua conversão, seu marido se levanta e sai da sala. “Ele não quer mais ouvir sobre isso”, diz Olga. “Acho que ele ainda é cristão, mas não quer ser confrontado com isso”.

As lágrimas se formam nos olhos de Olga quando ela diz que seu marido a proibiu de ter contato com outros cristãos. “Ocasionalmente, ele me permite me reunir com alguns cristãos que conheço há muito tempo, mas, na verdade, ele preferiria que eu não tivesse nenhum contato com eles. Ele teme que seja feita uma busca domiciliar em nossa casa e ele perca seu emprego”.

Olga se aquieta enquanto segura as lágrimas. Fazendo uma pausa, de vez em quando, ela continua.

“Os turcomenos se veem como um segundo deus. Meu marido também. A família inteira tem de obedecê-lo e é por isso que quase nunca eu me reúno com outros cristãos. Eu entendo seu temor, mas por que ele não me permite ir?” Como muitos outros, Olga se pergunta como pôr sua fé cristã em prática, em sua vida. Alguns cristãos turcomenos foram os primeiros em suas famílias a vir para a fé. Eles não têm nenhum exemplo a seguir e nenhum livro onde possam aprender como aplicar sua fé.

“Algumas vezes, sinto-me tão impotente”, continua Olga com uma voz suave. “Como posso dar uma criação cristã aos meus filhos? Quando minhas duas filhas eram menores, cada um podia levar algo para a escola o que fosse importante para si. Minhas filhas levavam livros ilustrados de histórias bíblicas com elas. Mas a professora não lhes permitia mostrar os livros; se desobedecessem a ordem, não mais seriam bem vindas na aula. Como posso lhes mostrar o bom lado do evangelho? Minhas duas filhas adolescentes estão no meio da puberdade e, como todas em sua idade, nem sempre querem ser observadas por sua mãe. No passado, elas gostavam de ouvir as histórias bíblicas que eu lhes contava. Agora dizem que já ouviram essas histórias tantas vezes que não querem ouvi-las novamente”.

Não somente seu marido e suas filhas dão a Olga, a sensação de que está só, em sua fé cristã. “Outras pessoas me julgam. Se eu não sacrificar uma ovelha durante o festival islâmico de sacrifício, as pessoas me perguntam por que não o faço. Então, digo: Alguém já trouxe o sacrifício para mim. Com isso me refiro a Jesus”, diz ela. “Ainda que seja difícil e haja muitas coisas que não entendo, por causa de Jesus, tenho paz em meu coração. Deus nunca me deixará. Ele nunca vai embora e responderá. É nisto que me apego. Levo tudo a Deus em oração. Através disso, meu relacionamento com Ele se mantém”.

A mensagem que Mahmud imprime em sua congregação no domingo seguinte é esta: “Jesus Cristo não veio para julgar, mas para buscar e encontrar. Nós temos tempo, mas não sabemos quanto. Hoje é o dia de se reconciliar com Deus. Ele te concederá perdão.

Por causa do que o Senhor Jesus fez no Gólgota, não estamos mais amarrados às coisas aqui na Terra. A obra foi feita. Há liberdade em Cristo, mesmo que nem sempre você a perceba”.

Esta é uma mensagem importante, em uma terra onde regras inumeráveis e regulamentos estão paralisando o país. Quando Mahmud fala sobre este encorajamento, as lágrimas rolam nos rostos de vários membros da congregação. “Temos que deixar a Verdade irromper”, continua Mahmud. “E temos de mostrar isso a outros e não mais pensar que as coisas são impossíveis. Nós temos Boas Novas para as pessoas ao nosso redor”.

*Por razões de segurança, todos os nomes neste relato são fictícios.

FontePortas Abertas
TraduçãoGetúlio Cidade

De cada 12 cristãos no mundo, um é brasileiro.

Uma pesquisa realizada pelo Centro Pew de Pesquisa dos Estados Unidos revelou que o Brasil é o segundo país com maior número de cristãos do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.

De acordo com os dados levantados há mais de 175 milhões de cristãos no Brasil e cerca de 246 milhões nos Estados Unidos. Ao todo, são 2,18 bilhões de cristãos no mundo, o que significa 31,7% da população mundial.

A pesquisa também mostrou que não há uma região onde o cristianismo predomina, em 1910 a maioria dos cristãos estava na Europa, mas hoje os números estão divididos sendo 34% deles na América no Norte e do Sul, 26% na Europa, 23,6% na África Subsaariana, 13,1% na Ásia e apenas 0,6% no Oriente Médio e norte da África.

No contexto geral da pesquisa 51,4% dos cristãos do mundo são católicos, 36,7% são protestantes e 11,9% ortodoxos. Entre os protestantes o maior número de fiéis são pentecostais, cerca de 72% dos entrevistados que se declararam protestantes.

No ranking dos países com maior número de cristãos, está os Estados Unidos, o Brasil e em seguida o México com mais de 107 milhões de cristãos. Em 10º está a Guatemala com mais de 13 milhões.

Confira o ranking:

 

Governo chinês planeja erradicar igrejas protestantes em período de 10 anos.

Em um comunicado divulgado em 20 de abril pela Associação de Ajuda à China, o governo chinês está envolvido em uma campanha de três fases para erradicar igrejas protestantes. A estratégia foi divulgada em um documento em Setembro de 2011, durante uma aula de treinamento para “Patriotas na Comunidade Cristã”, realizado pela Administração Estatal para Assuntos Religiosos.

O documento diz que as autoridades locais devem conduzir uma investigação completa com dossiês de igrejas em toda a China, entre janeiro e junho deste ano. Na segunda fase da investigação, as autoridades estimularão as igrejas sem registro a se afiliarem ao governo, e na última fase, a ser concluída em 10 anos, igrejas que se recusarem à filiação, serão desligadas.

Funcionários estão autorizados a banir as palavras “Igreja Doméstica” em todos os relatórios sobre as igrejas e outros meios de comunicação e substituir por “Casa de Encontros”, termo que se refere aos grupos já afiliados ao governo.

Em pesquisa realizada pela Associação de Ajuda à China em diversas províncias, mais de 95% dos líderes de igrejas domésticas disseram ter sentido o impacto das investigações, enquanto 85% informaram que departamentos de assuntos religiosos já criaram dossiê para seu grupo.

“Desde o início de 2012, temos notado um aumento na frequência da perseguição”, disse a Associação de Ajuda à China em comunicado à imprensa. O comunicado também informa que além da perseguição da igreja, o número de casos semelhantes aumentou 20% sobre o ano passado e que se espalhou para outras áreas, incluindo educação cristã, publicação e livrarias.

Fonte: Gospel+